Doação de Medula: Ecossistema do Parque Tecnológico participa de mutirão

Solidariedade, empatia e esperança marcaram a manhã do último dia 27 de maio no Parque Tecnológico de São José do Rio Preto “Vanda Karina Simei Bolçone”. Empresas, profissionais, estudantes e integrantes do ecossistema de inovação da cidade uniram-se em uma causa que pode transformar vidas: a ampliação do cadastro de doadores voluntários de medula óssea.

Promovido pela Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação (Apeti), com apoio do Hemocentro de São José do Rio Preto e do Parque Tecnológico, órgão de São José do Rio Preto, mantido pela Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o mutirão de cadastro resultou em 68 novos voluntários inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Embora o número represente apenas algumas dezenas de pessoas, seu significado é muito maior. Cada novo cadastro amplia as possibilidades de compatibilidade para pacientes que aguardam um transplante de medula óssea, muitas vezes como única alternativa de tratamento para doenças graves como leucemias, linfomas e outras enfermidades do sangue.

Banco de doadores

Segundo especialistas, encontrar um doador compatível fora do círculo familiar pode ser extremamente difícil, chegando a uma chance de uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, aumentar constantemente o banco de doadores é fundamental para oferecer novas oportunidades de cura e qualidade de vida a quem enfrenta essas doenças.

A mobilização contou com a participação de colaboradores de empresas instaladas no Parque Tecnológico, profissionais da área de tecnologia e membros da comunidade, demonstrando que a inovação também pode caminhar lado a lado com a responsabilidade social.

Além do mutirão, a Apeti realizou ações de sensibilização junto às empresas associadas, promovendo palestras e esclarecimentos sobre a doação de medula óssea. A iniciativa buscou combater informações equivocadas e incentivar a participação voluntária dos colaboradores.

O resultado demonstra a força da mobilização coletiva e o compromisso do ecossistema do Parque Tecnológico com causas que vão além da inovação e do desenvolvimento econômico. Ao abraçar a campanha, empresas e profissionais mostraram que a tecnologia também pode ser uma ferramenta de transformação social e de promoção da vida.

Como funciona o cadastro?

Podem se cadastrar como doadores pessoas entre 18 e 35 anos, em bom estado de saúde. O processo é simples e consiste no preenchimento de um cadastro e na coleta de uma pequena amostra de sangue, utilizada para identificar as características genéticas do voluntário.

Essas informações passam a integrar o Redome, banco nacional consultado sempre que um paciente necessita de transplante. Caso seja identificada compatibilidade, o potencial doador é contatado para realizar exames complementares e confirmar a possibilidade de doação.

Um gesto que pode salvar vidas

A experiência vivida no Parque Tecnológico reforça uma mensagem importante: pequenas atitudes têm o poder de gerar grandes transformações. Para quem aguarda um transplante, um simples cadastro pode representar a diferença entre a espera e uma nova oportunidade de vida.

Os 68 novos voluntários cadastrados no mutirão passam agora a fazer parte de uma grande rede de solidariedade que conecta pessoas desconhecidas por um propósito comum: oferecer esperança a quem mais precisa.

Que iniciativas como essa continuem mobilizando a sociedade e inspirando novos doadores, ampliando as chances de compatibilidade e ajudando a salvar vidas em todo o país.

Saiba como se tornar um doador de medula óssea

Quem não participou do mutirão ainda pode se cadastrar como doador voluntário diretamente no Hemocentro de São José do Rio Preto. A iniciativa é fundamental para ampliar o número de pessoas inscritas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), aumentando as chances de compatibilidade para pacientes que aguardam um transplante.

A probabilidade de encontrar um doador compatível é de aproximadamente uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, quanto maior o número de voluntários cadastrados, maiores são as possibilidades de salvar vidas.

Quem pode se cadastrar?

Ter entre 18 e 35 anos;
Estar em bom estado de saúde;
Não possuir doenças infecciosas ou incapacitantes;
Apresentar documento oficial com foto (RG, CNH ou equivalente).

Como é feito o cadastro?

O processo é simples, rápido e seguro. O interessado preenche um formulário com seus dados pessoais e realiza a coleta de uma pequena amostra de sangue (4 ml), utilizada para o exame de tipagem genética que identifica possíveis compatibilidades com pacientes.

Os dados passam a integrar o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Sempre que um paciente necessitar de transplante, o sistema cruza as informações do banco de dados em busca de um possível doador compatível. Caso seja encontrada compatibilidade, o voluntário é contatado para realizar novos exames e confirmar seu interesse em prosseguir com a doação.

Mantenha seus dados atualizados

Quem já está cadastrado no Redome deve manter endereço, telefone e demais informações sempre atualizados. Isso é fundamental para que o doador possa ser localizado rapidamente caso seja identificado como compatível com algum paciente.

O que é o Redome?

Criado em 1993, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) reúne informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para pacientes que não encontram doadores compatíveis em suas famílias. Atualmente, é um dos maiores bancos de doadores do mundo e representa uma importante esperança para milhares de pessoas.